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FALÊNCIA
©
Rosimeire Leal da Motta
Chaminé
de fumaça
espalhando prosperidade na atmosfera.
Vinha de um imenso galpão
onde conviviam centenas de pessoas.
Ao findar a tarde, cada um seguia seu caminho.
Parecia uma grande família.
Tinham seus direitos e deveres.
A recompensa pelo trabalho
era o salário pago mensalmente.
Dos esforços em comum
geraram produção em alta e qualidade nota dez.
Aparência próspera, lucros satisfatórios.
Porém, o egoísmo do administrador
pintou de negro as paredes da indústria.
Desfalque: zombou do suor dos seus operários.
Roubaram-lhes os sonhos do futuro.
Fecharam-lhes as portas.
Desempregados.
Silêncio, abandono, ruínas.
Cresceu o matagal.
Sem possibilidades de retorno.
Caiu o último tijolo.
Desmoronou o império capitalista:
O cabeça pôs tudo a perder!
OBS.:
Esta Poesia faz parte do livro:
"Voz da Alma" - Autora: Rosimeire Leal da Motta
Editora CBJE - RJ - Novembro/ 2005 - Poesia e Prosa.
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rosimeireleal@uol.com.br
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